Voz
Soneto.
Ruídos inebriantes peito adentro…
Vejo somente corvos despenados
O voo cheio de dúvidas correndo;
Vagueio como um fantasma condenado.
Exprimo os meus desejos violentos
Até ouvir o som desesperado,
Estou com avidez por pensamentos
Que matam o amor simplificado.
Vejo-a sobre as nuvens melancólicas.
Escutei os silêncios me chamarem.
Começa o chuvisco exaurir…
É música real, pura concórdia…
As incertezas mudas se partem,
A vida me falou que vai partir.




Haja potência mesmo diante da morte.